Dizem que tudo começou em 1883, quando Dom Melchor de Concha y Toro trouxe da França as primeiras videiras que mudariam o destino daquelas terras chilenas, que cruzaram o oceano num navio envolto por brumas e silêncios, observadas apenas pelas gaivotas e pelo som do vento sobre o mar. Eram cepas nobres, lendárias, cujas raízes fincaram-se em solo fértil como se já o conhecessem.
Com o tempo, aquelas uvas deram origem a um vinho profundo, escuro, quase místico. Dom Melchor, consciente de sua preciosidade, separou algumas das melhores garrafas e as guardou sob chave, em um lugar secreto de sua bodega — um subterrâneo sombrio, conhecido apenas por ele.
